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Historia
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HISTÓRIA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA NO BRASIL
Os primeiros povoadores, náufragos,
degredados, aventureiros e colonos aqui deixados por Martim Afonso,
tiveram de valer-se de recursos da natureza para combater as
doenças, curar ferimentos e neutralizar picadas de insetos. Para
combater a agressividade do ambiente, e a hostilidade de algumas
tribos indígenas os primeiros europeus tiveram de contornar a
adversidade com amabilidade, e com isso foram aprendendo com os
pajés a preparar os remédios da terra para tratar seus próprios
males.
Remédio da "civilização" só apareciam quando expedições portuguesas,
francesas ou espanholas apareciam com suas esquadras, onde sempre
havia um cirurgião barbeiro ou algum tripulante com uma botica
portátil cheia de drogas e medicamentos.
Na chegada de seu
primeiro governador, chega também a colônia portuguesa de Thomé de
Souza o primeiro farmacêutico nas terras do Novo Mundo. Diogo da
Costa desembarcou junto a comitiva de governo da colônia ( Bahia )
no ano de 1549. A partir de então, história da Indústria
Farmacêutica no Brasil iniciava sua escrita. Veja como foi este
desenvolvimento:
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1550 - As boticas jesuítas
Os jesuítas desembarcam na nova colônia portuguesa com missão
evangélica e também sanitária. Foram eles que atuaram como
boticários, preparando remédios e tratando doentes. Absorveram
muitos dos preparados indígenas.
1640 - Funcionamento de
boticas comerciais
A Coroa portuguesa
permite o funcionamento de boticas no território da colônia,
melhorando o comércio local de remédios. |
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1700 – A primeira fórmula brasileira
Surge o primeiro
medicamento genuinamente brasileiro. A Tríaga Brasílica era composta
de várias drogas nacionais produzida pela Botica do Colégio dos
Jesuítas da Bahia. Era usada como antídoto e contraveneno na picada
de animais peçonhentos e em doenças febris.
1744 – As
Ordenações
O comércio das drogas e medicamentos
era privativo dos boticários, segundo o que estava nas "Ordenações",
conjunto de leis portuguesas que regeram o Brasil durante todo o
período colonial, reformada por D. Manuel e em vigor desde o
princípio do século XVI, bem como por leis e decretos
complementares. Foi com base nesta legislação que o físico-mor do
reino, por intermédio de seu comissário de São Paulo, ordenou o
cumprimento integral do regimento baixado em maio de 1744. Com isto
intensificou-se a fiscalização do exercício dessa profissão, pois o
regimento proibia terminantemente o comércio ilegal das drogas e
medicamentos, estabelecendo pesadas multas e seqüestro dos
respectivos estoques. Houve, busca e apreensões das mercadorias
proibidas, que foram depositadas nas boticas locais. Foi um "Deus
nos acuda".
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1794 -
Regulamentação das boticas
Maria I
publica edital em que torna obrigatório que toda botica tenha um
exemplar da Pharmacopeia Geral. As especialidades encontradas nas
boticas eram em grande maioria importadas da França, Inglaterra e
EUA, como Purgativo Le Roy, Água de Melissa dos Carmelitas, Água
Francesa e a da Rainha da Inglaterra; Pílulas de Belloste, Peitoral
de Cerejas de Ayer, Maravilha Curativa de Humphrey, Pastilhas de
Vichy, Emulsão de Scott etc. |
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1832 - Cursos de farmácia
São criados os
primeiros cursos de farmácia no país, integrados às Escolas de
Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia.
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1839 - Primeira escola
de Farmácia
Criada a Escola de Farmácia de Ouro Preto em 4 de abril, pelo
governo provincial de Minas Gerais, pioneira na formação de
farmacêuticos no país.
1858
Boticas e
médicos em SP
Havia nesta data apenas quatro boticas na cidade de São Paulo e doze
médicos, ano em que o alemão Gustav Schaumann inaugura à Rua São
Bento a botica Veado D’Ouro.
1860 - Primeiro
produto industrializado
Lançado pelo farmacêutico gaúcho João Daudt Filho, a pomada
Boro-borácica é considerada o primeiro produto nacional
industrializado. |
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1870 - Boticas viram farmácias
Surgem várias boticas
ou “farmácias”, como passam a se denominar, na capital paulista.
Também foram criadas as drogarias, que deveriam por lei
restringir-se à venda de drogas (sais básicos e outras) aos
farmacêuticos, mas que frequentemente vendiam medicamentos ao
público em geral. As farmácias foram no Brasil, assim como nos
demais países ocidentais, berços da indústria farmacêutica que a
partir do fim do século passam a se ocupar da produção de remédios
em larga escala. Neste mesmo ano nasce a Casa Granado, um dos
laboratórios pioneiros do país instalado no Rio de Janeiro, criador
de diversas especialidades farmacêuticas como a Água Inglesa
Granado, Magnésia fluida Granado, Vinho de Quino, Xarope
Antiasmático Imabaibina, Xarope de Urucu composto.
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1889 - Primeira
fase industrial
A proclamação da
República em 15 de novembro encontrou a produção farmacêutica
brasileira no apogeu de sua primeira fase industrial, que se
prolongaria até 1914 e que assistiu à fundação dos primeiros
laboratórios industriais produtores não só de medicamentos de origem
vegetal, mas também de origem mineral e até animal (opoterapia,
soros e vacinas). Havia então 35 laboratórios no país. |
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1901 - Profissão farmacêutica reconhecida
Lei Epitácio Pessoa
determina que só farmacêuticos formados poderiam exercer a
profissão. Paulatinamente os “boticários aprovados” e práticos
começavam a desaparecer.
1907 - Censo de
laboratórios
O censo realizado pelo Centro Industrial do Brasil daquele ano
revelou a existência de 60 laboratórios farmacêuticos em
funcionamento no país.
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1915 - Segunda
fase da indústria farmacêutica
Este ano marca o
início da segunda fase industrial impulsionada pela deflagração da
Primeira Grande Guerra, que privou o Brasil de grande soma de
medicamentos e deu início a uma fase de desenvolvimento geral dos
nossos laboratórios, com o aperfeiçoamento dos métodos científicos e
da produção.
Além disso, foi o
período do despertar dos laboratórios estrangeiros para o potencial
representado pelo mercado brasileiro. Teve início a produção no
Brasil de produtos de origem francesa, italiana, suíça, alemã,
inglesa e norte-americana, em pequena escala. Ainda se fazia
necessária a importação de quase todos os produtos químicos básicos. |
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1917 - Primeira
farmacopéia
Editada
a Pharmacopéia Paulista, pioneira no país, oficializada pelo governo
passando a vigorar imediatamente em todo o Estado de São Paulo.
1920 -
Censo de laboratórios
O
Recenseamento Geral da República encontra 186 indústrias
farmacêuticas instaladas no país, o triplo do que existia há uma
década.
1926 - Primeira
farmacopéia nacional
Editada
a Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil, organizada pelo
farmacêutico Rodolpho Albino Dias da Silva, com declaração de uso
obrigatório a par tir de agosto de 1929.
1940 - Terceira
fase da indústria farmacêutica
Inicia-se a terceira
fase industrial do setor farmacêutico brasileiro. Com as
insuperáveis dificuldades para importação de matérias-primas,
máquinas e utensílios, nossos laboratórios viram-se obrigados a
suprir sozinhos a demanda interna, chegando até a suprir os países
europeus de alguns produtos.
1959 -
Farmacopéia Brasileira II
Publicado o decreto
45.502, em 27 de fevereiro, oficializando a Farmacopéia Brasileira
II, que passou a vigorar em todo o território brasileiro.
1960 – Órgão
Profissional de Farmácia
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A idéia de criação de um órgão profissional de farmácia
começou em 1936 através de reivindicações em convenções e congressos
pelo país. Com apoio de líderes do governo, a 11 de novembro de 1960
através da Lei nº3.820, foi criado o Conselho Federal de Farmácia, e
os Conselhos Regionais de Farmácia, sendo estes dotados de
personalidade jurídica, de direito público, com autonomia
administrativa e financeira. Os conselhos são destinados a zelar
pelos princípios da ética e da disciplina da classe dos que exercem
qualquer atividade farmacêutica no Brasil. São atribuições básicas
do Conselho Federal de Farmácia e Conselhos Regionais de Farmácia:
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- Inscrição e habilitação dos profissionais farmacêuticos;
- Expedir resoluções que se tornarem necessárias para fiel
interpretação e execução da lei, definindo ou modificando
atribuições e competências dos profissionais farmacêuticos;
- Colaborar com autoridades sanitárias para uma melhor qualidade de
vida do cidadão;
- Organizar o Código de Deontologia Farmacêutica;
- Zelar pela saúde pública, promovendo a difusão da assistência
farmacêutica no país. |
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1961 – Conselho Regional de Farmácia em Goiás
O
Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás foi criado através
da Resolução nº 02, de 05 de julho de 1961, do Conselho Federal de
Farmácia, presidido à época pelo Farm. Jayme Torres. Foi criado sob
a sigla CRF-5 e tinha jurisdição sobre os Estados de Goiás, Mato
Grosso e Distrito Federal. A Resolução em questão criava também
outros nove regionais.
1967 - Nomenclatura dos
fármacos
Portaria No. 9 do
SNFMF - Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia -
editada em 26 de maio de 1967, “disciplina a nomenclatura das formas
farmacêuticas evitando o uso, em cartuchos, rótulos e bulas, de
termos inadequados”. Fica proibida a nomenclatura do medicamento com
nome de fantasia.
1969 - Lei não
reconhece patentes
Legislação nacional
passa a admitir a produção de produtos similares. A lei estimula a
produção de matéria-prima farmacêutica por cópia de processos
conhecidos a custos bem menores, que os necessários no
desenvolvimento de novos medicamentos.
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1970 - Governo
estabelece o INP
No governo de
Emílio Garrastazu Médici
Lei n 5.468, de 11 de dezembro, criou o INPI – Instituto Nacional de
Propriedade Industrial. Sua principal função é “executar as normas
que regulam a propriedade industrial”.
1971
- Criação da CEME
É
criada a Central de Medicamentos, órgão do governo federal
responsável pela compra e distribuição de medicamentos para a
população. |
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1976 - Receitas médicas
Em 23 de setembro, a
Lei 6.360 cria a exigência de apresentação de receita médica na
venda de medicamentos, com o objetivo de controlar o consumo de
fármacos que geram dependência química.
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1976 – A marca do
progresso
Inaugurado na cidade de Anápolis –
Goiás o Distrito Agroindustrial de Anápolis – DAIA. As modernas
instalações e sua privilegiada localidade fez com que muitas
empresas fossem implantadas no local. Algumas de renome nacional e
outras multinacionais se fixaram no Pólo Industrial. Os incentivos
fiscais motivaram as indústrias a buscarem o pólo tornando o mesmo
em “Pólo Farmoquímico” da Região Centro-Oeste, sendo o pioneiro na
fabricação de medicamentos genéricos no Brasil. |
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1977 – Embalagens
O
Decreto No. 79.094 estabelece a obrigatoriedade da impressão nas
embalagens dos medicamentos, de tarjas para duas categorias:
vermelha para medicamentos éticos e preta para medicamentos
psicotrópicos que causam dependência.
1997
- Patente sobre medicamentos
Em
15 de maio é sancionada a Lei n 9.279, que institui o novo Código de
Propriedade Industrial para o país, estabelecendo novas regras para
registros de patentes sobre medicamentos, alimentos, produtos
químicos e bacteriológicos. O período de vigência das patentes para
invenções é de 20 anos e, para registro de marcas, de 10 anos.
1999
– Setor Regulamentado
No
dia 26 de janeiro de 1999, foi criada pela
Lei nº 9.782 a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária. Uma agência reguladora
caracterizada pela independência administrativa, estabilidade de
seus dirigentes durante o período de mandato e autonomia financeira.
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2001
– Relação Governo x Empresa
Nasce em março de 2001 o Instituto de Gestão Tecnológica
Farmacêutica no estado de Goiás. A criação do IGTF foi uma medida
política que possibilitou a interação entre as esferas pública e
privada. Esta interação possibilitou ações de cooperação que
viabilizaram o desenvolvimento auto sustentado do setor no Estado de
Goiás. |
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2008
– Pólo Industrial Farmacêutico de Goiás
O
Estado de Goiás mostra a nação brasileira um potencial de
desenvolvimento industrial de expressivo significado, em especial na
produção de medicamentos. O Pólo Industrial Farmacêutico do Estado
constituí uma referência quantitativa e qualitativa no setor. Conta
com um parque industrial de 34 empresas instaladas de médio e grande
porte, fatura na ordem de R$ 1,2 bilhões, gera aproximadamente 9 mil
empregos diretos e 21 mil indiretos. Estão registrados nas
indústrias do Pólo 1.630 produtos e 2.575 apresentações.
2008 – Educação
Farmacêutica em Benefício da Sociedade
De
acordo com levantamento do Conselho Federal de Farmácia, o Brasil
possui hoje 306 cursos de Farmácia, dos quais 40 são de instituições
públicas e 266, de instituições privadas. Ao todo são
disponibilizadas 38.143 vagas anuais. |
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